O Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto e o Campo Arqueológico de Mértola (Unidade I&D 281 FCT) promovem o seu Primeiro Encontro de Jovens Investigadores.
O envento terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra durante os dias 23 e 24 de Janeiro, e nele serão divulgados (e debatidos) os temas e os caminhos de investigação dos Mestrandos e Doutorandos do Centro.
Entre outros assuntos, o encontro incidirá sobre temas da Arqueologia, da Arquitectura da Terra, da História da Arte Portuguesa, do Património e da Gestão Cultural.
A entrada é livre.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
quinta-feira, janeiro 15, 2009
sexta-feira, janeiro 09, 2009
After party
Não cumpri os votos do costume, no tempo certo do Dezembro que já passou, porque me perdi a rever uma série de natividades e decidi não abusar das representações daquela Mãe adorando, distante, o recém-nascido Filho, colocado em posição de abandono num leito mal fabricado. Fugi à iconografia precisamente porque senti que, ao contrário de Maria assim representada, queria muito pegar nos meus filhos ao colo demoradamente. E ao pegar nos filhos demoradamente, o mundo fecha-se inteirinho à nossa volta, e nada mais importa, muito os perigos, muito menos as guerras, muito menos a previsibilidade de um futuro agónico. Do olhar dos nossos filhos, vistos dali, do nosso colo, emana uma serenidade tão verde que nos faz girar o mundo que assim se vira ao avesso.
Dir-me-ás, Senhor, que a iconografia na Natividade é o fruto da imaginação dos Homens e que, na realidade, os factos decorreram de outro modo, porque Maria, logo depois de dar à luz, experimentando, como todas as mulheres, aquela esquisita emoção, pegou no filho ao colo para de imediato o alimentar e aquecer, ao que te responderei que, por isso mesmo, temo tanto a Humanidade.
Se dos olhares dos Homens cai uma lágrima, ela deve embater com força nos olhares dos próprios filhos.
Dir-me-ás, Senhor, que a iconografia na Natividade é o fruto da imaginação dos Homens e que, na realidade, os factos decorreram de outro modo, porque Maria, logo depois de dar à luz, experimentando, como todas as mulheres, aquela esquisita emoção, pegou no filho ao colo para de imediato o alimentar e aquecer, ao que te responderei que, por isso mesmo, temo tanto a Humanidade.
Se dos olhares dos Homens cai uma lágrima, ela deve embater com força nos olhares dos próprios filhos.
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coisas do céu,
duas palavras de quase fim
sexta-feira, dezembro 12, 2008
IMC - Instituto dos Museus e da Conservação
O Portal do IMC, que será apresentado publicamente no próximo dia 15 de Dezembro no Palácio Nacional da Ajuda, estrutura-se em torno das áreas de intervenção fundamental do Instituto: Museus e Palácios, Conservação e Restauro, Património Móvel, Património Imaterial e Rede Portuguesa de Museus. Trata-se, por isso, de um espaço de suporte à investigação que não pode deixar de consultar-se com a regularidade que estes assuntos impõem...
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divulgação
terça-feira, dezembro 09, 2008
o estranho caso dos suínos tóxicos
Farta de ler notícias sobre bancos, sobre as avaliações, sobre as crises petrolíferas, sobre os crimes impuníveis de pedofilia, sobre a Índia e o Paquistão, sobre os mortos, os tantos mortos, sobre a crise socioeconómica que findará no termo da História, sobre a falência mais que visível da partidocracia, sobre os muitos maridos que matam as suas mulheres, e das mulheres que matam poucos maridos, sobre greves e manifestações, sobre a China e sobre as cheias, sobre a possibilidade de fecho de mais universidades, sobre o desencanto, sobre a bancarrota, sobre as alterações do clima, sobre o Cristiano Ronaldo (que confesso não ler…), sobre a vida espairecida dos nossos deputados incautos, sobre o recuo da qualidade de ensino, sobre o espectáculo do vento em alarmes rosa constantes, fixei-me na história das 30 toneladas de carne de porco conhecidas, que chegaram a Vila do Conde importadas da Irlanda, e que foram distribuídas da seguinte forma: seis para análise e as restantes para a indústria de transformação de carne em enchidos. Além do patetismo da questão, porque acredito que as salsichas (entre outros produtos congéneres) constituem um perigo para a saúde pública desde o dia da sua invenção, e porque não há forma de impedir que haja outro tanto de carne com toxinas a invadir o país desde antes da ASAE ter aberto a sua actividade para punir cozinhas públicas que não sejam, todas elas, revestidas a inox, o texto publicado no Público on-line sobre o assunto é de uma qualidade verdadeiramente assustadora.
Fico assim consciente de que estamos num país estranho, num mundo estranho, feito de gente estranha e que estranhamente persiste em viver coisas estranhas, estranhando a verdade, porque mais vale acreditar em mentiras.
Fico assim consciente de que estamos num país estranho, num mundo estranho, feito de gente estranha e que estranhamente persiste em viver coisas estranhas, estranhando a verdade, porque mais vale acreditar em mentiras.
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das outras notícias
sexta-feira, dezembro 05, 2008
e se a cada ideia que tivéssemos, parássemos o tempo para que a pudéssemos registar
A única realidade para mim são as minhas sensações.
A única realidade para mim são as minhas sensações. Eu sou uma sensação minha. Portanto nem da minha própria existência estou certo. Posso está-lo apenas daquelas sensações a que eu chamo minhas.
A verdade? É uma coisa exterior? Não posso ter a certeza dela, porque não é uma sensação minha, e eu só destas tenho a certeza. Uma sensação minha? De quê?
Procurar o sonho é pois procurar.
Fernando Pessoa,Textos Filosóficos, s/d
{...[...(...)...]...}
Chove muito, chove excessivamente...
Chove muito, chove excessivamente...
Chove e de vez em quando faz um vento frio...
Estou triste, muito triste, corno se o dia fosse eu.
Num dia no meu futuro em que chova assim também
E eu, à janela de repente me lembre do dia de hoje,
Pensarei eu «ah nesse tempo eu era mais feliz»
Ou pensarei «ah, que tempo triste foi aquele»!
Ah, meu Deus, eu que pensarei deste dia nesse dia
E o que serei, de que forma; o que me será o passado que é hoje só presente?...
O ar está mais desagasalhado, mais frio, mais triste
E há uma grande dúvida de chumbo no meu coração...
Álvaro de Campos
A única realidade para mim são as minhas sensações. Eu sou uma sensação minha. Portanto nem da minha própria existência estou certo. Posso está-lo apenas daquelas sensações a que eu chamo minhas.
A verdade? É uma coisa exterior? Não posso ter a certeza dela, porque não é uma sensação minha, e eu só destas tenho a certeza. Uma sensação minha? De quê?
Procurar o sonho é pois procurar.
Fernando Pessoa,Textos Filosóficos, s/d
{...[...(...)...]...}
Chove muito, chove excessivamente...
Chove muito, chove excessivamente...
Chove e de vez em quando faz um vento frio...
Estou triste, muito triste, corno se o dia fosse eu.
Num dia no meu futuro em que chova assim também
E eu, à janela de repente me lembre do dia de hoje,
Pensarei eu «ah nesse tempo eu era mais feliz»
Ou pensarei «ah, que tempo triste foi aquele»!
Ah, meu Deus, eu que pensarei deste dia nesse dia
E o que serei, de que forma; o que me será o passado que é hoje só presente?...
O ar está mais desagasalhado, mais frio, mais triste
E há uma grande dúvida de chumbo no meu coração...
Álvaro de Campos
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tributo a
quarta-feira, novembro 19, 2008
e cada anjo que cai do céu
carrega um Homem
que nasce à noite
carrega um Homem
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duas palavras de quase fim,
se me perguntardes
terça-feira, novembro 18, 2008
CLIOHnet2

A Universidade Aberta acolhe o encontro internacional CLIOHnet2.
O encontro terá lugar no Palácio Ceia mas com ligação, por video-conferência, para as Delegações de Coimbra e Porto, pelo que todos os interessados em participar, ou em acompanhar a reunião, poderão fazê-lo a partir dos referidos espaços.
O encontro está agendado para dia 19 de Novembro a partir da 14:30.
Peço a todos quantos queiram estar presentes, para procederem à inscrição, informal, neste espaço (com um comentário), ou por email.
segunda-feira, novembro 17, 2008
sexta-feira, novembro 14, 2008
da esfera do universo precipita-se o silêncio que funda toda a Beleza

mas quando o homem toca o universo com o seu dedo,
fragmentam-se centenas de moradas onde habitam as fadas
quinta-feira, novembro 13, 2008
Arte real, ou realmente Arte, ou mente e Arte, ou arte na mente?
O título e programa do colóquio outonal, Arte_real_mente_Arte, organizado pela Universidade de Coimbra, torna-me expectante demais. Trata-se de um excelente título, evocativo e provocatório, e que me deixa inquieta para que cheguem os dias 19 e 20 de Novembro.
A entrada é livre, pelo que não há desculpa para não aparecermos no Auditório da Reitoria.
A entrada é livre, pelo que não há desculpa para não aparecermos no Auditório da Reitoria.
terça-feira, outubro 28, 2008
sexta-feira, outubro 24, 2008
senza tempo, à luz de um despertador amortecido
As mãos caíam-me sobre as pernas indolentes e não conseguia senti-las. Era como se não as tivesse, ou como se elas nunca tivessem existido na permanente confusão que sinto, entre o meu corpo e a sua ausência, ou entre a carne e as maravilhosas aptidões do espírito.
Olhava aqueles longos dedos como se não fossem meus, porque lhes faltava o ânimo expressivo que devia comandá-los sobre a languidez das pernas.
As pálpebras abraçavam-me intensamente o olhar, como amortecidos suspiros de afectos escondidos sob a mirada turvada pela loucura da preguiça.
Naquele instante, só do peito brotava um quente sussurro, escutando-se dali ao fundo um quente e vagaroso tique-taque que me dava conta da vida.
Eram oito horas da manhã, altura em que devia começar a sentir as pernas, e os dedos, e o corpo inteiro a sair da indolência, mas fiquei onde me colocara havia horas, escutando, do leito onde me estendera, aquele compassado bater do coração.
Se aguçasse os sentidos escutaria os lamentos do vento ao tanger as árvores que, do lado de fora da vidraça, passavam o tempo sem mácula, numa parceria de semi-eternidades. Esse mesmo tempo que me dá conta da vida, ou outro tempo, o das árvores uivantes ao vento que chora e que, do lado de fora do meu espaço quente, se quedam nos minutos, tornados séculos.
Olhava aqueles longos dedos como se não fossem meus, porque lhes faltava o ânimo expressivo que devia comandá-los sobre a languidez das pernas.
As pálpebras abraçavam-me intensamente o olhar, como amortecidos suspiros de afectos escondidos sob a mirada turvada pela loucura da preguiça.
Naquele instante, só do peito brotava um quente sussurro, escutando-se dali ao fundo um quente e vagaroso tique-taque que me dava conta da vida.
Eram oito horas da manhã, altura em que devia começar a sentir as pernas, e os dedos, e o corpo inteiro a sair da indolência, mas fiquei onde me colocara havia horas, escutando, do leito onde me estendera, aquele compassado bater do coração.
Se aguçasse os sentidos escutaria os lamentos do vento ao tanger as árvores que, do lado de fora da vidraça, passavam o tempo sem mácula, numa parceria de semi-eternidades. Esse mesmo tempo que me dá conta da vida, ou outro tempo, o das árvores uivantes ao vento que chora e que, do lado de fora do meu espaço quente, se quedam nos minutos, tornados séculos.
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terça-feira, outubro 21, 2008
Vítor Serrão, O fresco maneirista do Paço Ducal de Vila Viçosa, 1540-1640
"Sábados no Paço (Vila Viçosa)
Divulgação dos “Sábados no Paço”, promovidos pela Fundação da Casa de Bragança.
No dia 25 de Outubro, será efectuada uma visita guiada subordinada ao tema “O Fresco Maneirista no Paço Ducal de Vila Viçosa”, pelo Prof. Doutor Vítor Serrão, do Instituto de História de Arte da Universidade Clássica de Lisboa.
Esta iniciativa irá permitir um olhar mais detalhado sobre as pinturas a fresco do Paço Ducal de Vila Viçosa, nomeadamente no que concerne à sua temática e autoria, também como consequência da edição do livro “O Fresco Maneirista do Paço Ducal de Vila Viçosa, 1540-1640”.
A visita será gratuita e terá início às 10 horas, com uma apresentação inicial na Igreja das Chagas, junto ao Paço Ducal.
Para marcação e demais informações p.f. contacte:
telefone 268 980 659 ou email - palacio.vilavicosa@mail.telepac.pt".
Divulgação dos “Sábados no Paço”, promovidos pela Fundação da Casa de Bragança.
No dia 25 de Outubro, será efectuada uma visita guiada subordinada ao tema “O Fresco Maneirista no Paço Ducal de Vila Viçosa”, pelo Prof. Doutor Vítor Serrão, do Instituto de História de Arte da Universidade Clássica de Lisboa.
Esta iniciativa irá permitir um olhar mais detalhado sobre as pinturas a fresco do Paço Ducal de Vila Viçosa, nomeadamente no que concerne à sua temática e autoria, também como consequência da edição do livro “O Fresco Maneirista do Paço Ducal de Vila Viçosa, 1540-1640”.
A visita será gratuita e terá início às 10 horas, com uma apresentação inicial na Igreja das Chagas, junto ao Paço Ducal.
Para marcação e demais informações p.f. contacte:
telefone 268 980 659 ou email - palacio.vilavicosa@mail.telepac.pt".
sexta-feira, outubro 17, 2008
ouvi dizer...
emoção e sentimento
«Os sentimentos, juntamente com as emoções que os originam, não são um luxo. Servem de guias internos e ajudam-nos a comunicar aos outros os sinais que também os podem guiar. E os sentimentos não são nem intangíveis nem ilusórios. Ao contrário da opinião científica tradicional, são precisamente tão cognitivos como qualquer outra percepção. São o resultado de uma curiosa organização fisiológica que transformou o cérebro no público cativo das actividades teatrais do corpo.
Os sentimentos permitem-nos entrever o organismo em plena agitação biológica, vislumbrar alguns mecanismos da própria vida no desempenho das suas tarefas. Se não fora a possibilidade de sentir os estados do corpo, que estão inerentemente destinados a serem dolorosos ou aprazíveis, não haveria sofrimento ou felicidade, desejo ou misericórdia, tragédia ou glória na condição humana.»
António Damásio, O Erro de Descartes, emoção, razão e cérebro humano, Lisboa, Publ. Europa-América, 1995, p. 17
Certo é que as emoções adultas experimentam-se, e ocasionam importantes alterações corporais. As alterações principais desencadeadas verificam-se, para Damásio (facto facilmente corroborável pela experiência de vida), ao nível do funcionamento visceral (coração, intestinhos, pulmões e pele), muscular e esquelético e ainda no funcionamento das glândulas endócrinas.
Na emoção…
«O cérebro liberta moduladores pépticos para a corrente sanguínea. O sistema imunológico também se altera rapidamente. O ritmo de actividade dos músculos lisos nas paredes das artérias pode aumentar e originar a contracção e o estreitamento dos vãos sanguíneos (o resultado é a palidez); ou diminuir, caso em que os músculos lisos relaxam e os vasos sanguíneos se dilatam (o resultado é o rubor). De um modo geral, o conjunto de alterações estabelece um perfil de desvios relativamente a uma gama de estados médios que correspondem ao equilíbrio funcional, ou homeostase, de acordo com o qual a economia do organismo funciona provavelmente no seu nível óptimo, dispendendo menos energia e procedendo a ajustamentos mais simples e rápidos.» (Damásio, 1995: 150)
O sentimento de emoção…
«À medida que as alterações [provocadas pela emoção] no seu corpo vão tendo lugar, fica a saber da sua existência e pode acompanhar continuamente a sua evolução. Apercebe-se de mudanças no seu estado corporal e segue o seu desenrolar durante segundos ou minutos. Este processo de acompanhamento contínuo, esta experiência do que o corpo está a fazer enquanto pensamentos sobre conteúdos específicos continuam a desenrolar-se, é a essência daquilo a que chamo um sentimento. Se uma emoção é um conjunto das alterações no estado do corpo associadas a certas imagens mentais que activaram um sistema cerebral específico, a essência do sentir de uma emoção é a experiência dessas alterações em justaposição com as imagens mentais que iniciaram o ciclo. Por outras palavras, um sentimento depende da justaposição de uma imagem do corpo propriamente dito com ma imagem de alguma outra coisa, tal como a imagem visual de um rosto ou a imagem auditiva de uma melodia. O substrato de um sentimento completa-se com as alterações nos processos cognitivos que são induzidos em simultâneo por substâncias neuroquímicas (por exemplo, pelos neurotransmissores numa série de pontos neurais, em resultado da activação dos núcleos neurotransmissores que faziam parte da resposta emocional inicial).» (Damásio, 1995: 159).
Os sentimentos permitem-nos entrever o organismo em plena agitação biológica, vislumbrar alguns mecanismos da própria vida no desempenho das suas tarefas. Se não fora a possibilidade de sentir os estados do corpo, que estão inerentemente destinados a serem dolorosos ou aprazíveis, não haveria sofrimento ou felicidade, desejo ou misericórdia, tragédia ou glória na condição humana.»
António Damásio, O Erro de Descartes, emoção, razão e cérebro humano, Lisboa, Publ. Europa-América, 1995, p. 17
Certo é que as emoções adultas experimentam-se, e ocasionam importantes alterações corporais. As alterações principais desencadeadas verificam-se, para Damásio (facto facilmente corroborável pela experiência de vida), ao nível do funcionamento visceral (coração, intestinhos, pulmões e pele), muscular e esquelético e ainda no funcionamento das glândulas endócrinas.
Na emoção…
«O cérebro liberta moduladores pépticos para a corrente sanguínea. O sistema imunológico também se altera rapidamente. O ritmo de actividade dos músculos lisos nas paredes das artérias pode aumentar e originar a contracção e o estreitamento dos vãos sanguíneos (o resultado é a palidez); ou diminuir, caso em que os músculos lisos relaxam e os vasos sanguíneos se dilatam (o resultado é o rubor). De um modo geral, o conjunto de alterações estabelece um perfil de desvios relativamente a uma gama de estados médios que correspondem ao equilíbrio funcional, ou homeostase, de acordo com o qual a economia do organismo funciona provavelmente no seu nível óptimo, dispendendo menos energia e procedendo a ajustamentos mais simples e rápidos.» (Damásio, 1995: 150)
O sentimento de emoção…
«À medida que as alterações [provocadas pela emoção] no seu corpo vão tendo lugar, fica a saber da sua existência e pode acompanhar continuamente a sua evolução. Apercebe-se de mudanças no seu estado corporal e segue o seu desenrolar durante segundos ou minutos. Este processo de acompanhamento contínuo, esta experiência do que o corpo está a fazer enquanto pensamentos sobre conteúdos específicos continuam a desenrolar-se, é a essência daquilo a que chamo um sentimento. Se uma emoção é um conjunto das alterações no estado do corpo associadas a certas imagens mentais que activaram um sistema cerebral específico, a essência do sentir de uma emoção é a experiência dessas alterações em justaposição com as imagens mentais que iniciaram o ciclo. Por outras palavras, um sentimento depende da justaposição de uma imagem do corpo propriamente dito com ma imagem de alguma outra coisa, tal como a imagem visual de um rosto ou a imagem auditiva de uma melodia. O substrato de um sentimento completa-se com as alterações nos processos cognitivos que são induzidos em simultâneo por substâncias neuroquímicas (por exemplo, pelos neurotransmissores numa série de pontos neurais, em resultado da activação dos núcleos neurotransmissores que faziam parte da resposta emocional inicial).» (Damásio, 1995: 159).
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Psicologia da Arte
quinta-feira, outubro 16, 2008
words
Silence is sexy
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So silence
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So sexy
Silence is not sexy at all
L'amusement
Solitude
Die ungesellige Liebe, die fixe Idee, l'idée fixe
Nur ich & ich & ich & Tinitus
Wenn die Musik endlich aufhört
Ganz von selbst
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
As sexy as death
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So sexy
Just your silence is not sexy at all
Just your silence is not sexy at all
Your silence is not sexy at all
________________
_________________________Einstürzende Neubauten........
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So silence
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So sexy
Silence is not sexy at all
L'amusement
Solitude
Die ungesellige Liebe, die fixe Idee, l'idée fixe
Nur ich & ich & ich & Tinitus
Wenn die Musik endlich aufhört
Ganz von selbst
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
As sexy as death
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So sexy
Just your silence is not sexy at all
Just your silence is not sexy at all
Your silence is not sexy at all
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_________________________Einstürzende Neubauten........
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