sexta-feira, julho 30, 2010

sem título 002



pego em tudo o que sou, de pesado e vigoroso, de anseio e estremeção, de medo e de paixão, de palavras e mais silêncios, de sim e mais que não, sempre incompleta, e aninho-me nos caminhos que me levam destino fora. pego na minha fardagem prenhe de lembranças, num saco cheio de cinzas e deixo que o céu cumpra sua fortuna, em mirabolantes direcções.

2 comentários:

Canto Turdus Merula disse...

Gostei do texto

"Não, sou o único a olhar o céu"

Lembrei-me da música dos Xutos e Pontapés, Não sou o único

Francisco Coimbra disse...

Não me dou tempo de pensar, apenas apetece interagir descobrindo a abertura desta palavra: entre o entre e o agir. Considerar ser uma consideração merecedora de dar corpo a um comentário ter gostado do vigor da imagem em vigor nas palavras... revigorante. Parabéns!