terça-feira, outubro 28, 2008

seja o primeiro

mas só a partir das 18:00 horas de hoje,
por isso ainda não cliquei no MatrizPix

sexta-feira, outubro 24, 2008

senza tempo, à luz de um despertador amortecido

As mãos caíam-me sobre as pernas indolentes e não conseguia senti-las. Era como se não as tivesse, ou como se elas nunca tivessem existido na permanente confusão que sinto, entre o meu corpo e a sua ausência, ou entre a carne e as maravilhosas aptidões do espírito.

Olhava aqueles longos dedos como se não fossem meus, porque lhes faltava o ânimo expressivo que devia comandá-los sobre a languidez das pernas.

As pálpebras abraçavam-me intensamente o olhar, como amortecidos suspiros de afectos escondidos sob a mirada turvada pela loucura da preguiça.

Naquele instante, só do peito brotava um quente sussurro, escutando-se dali ao fundo um quente e vagaroso tique-taque que me dava conta da vida.

Eram oito horas da manhã, altura em que devia começar a sentir as pernas, e os dedos, e o corpo inteiro a sair da indolência, mas fiquei onde me colocara havia horas, escutando, do leito onde me estendera, aquele compassado bater do coração.

Se aguçasse os sentidos escutaria os lamentos do vento ao tanger as árvores que, do lado de fora da vidraça, passavam o tempo sem mácula, numa parceria de semi-eternidades. Esse mesmo tempo que me dá conta da vida, ou outro tempo, o das árvores uivantes ao vento que chora e que, do lado de fora do meu espaço quente, se quedam nos minutos, tornados séculos.

senza tempo, à luz de um despartador de ânimos e de torrentes

terça-feira, outubro 21, 2008

ICOMOS

Um lugar para consultar frequentemente:

COMISSÃO NACIONAL PORTUGUESA
DO CONSELHO INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E DOS SÍTIOS (ICOMOS)

Vítor Serrão, O fresco maneirista do Paço Ducal de Vila Viçosa, 1540-1640

"Sábados no Paço (Vila Viçosa)

Divulgação dos “Sábados no Paço”, promovidos pela Fundação da Casa de Bragança.
No dia 25 de Outubro, será efectuada uma visita guiada subordinada ao tema “O Fresco Maneirista no Paço Ducal de Vila Viçosa”, pelo Prof. Doutor Vítor Serrão, do Instituto de História de Arte da Universidade Clássica de Lisboa.
Esta iniciativa irá permitir um olhar mais detalhado sobre as pinturas a fresco do Paço Ducal de Vila Viçosa, nomeadamente no que concerne à sua temática e autoria, também como consequência da edição do livro “O Fresco Maneirista do Paço Ducal de Vila Viçosa, 1540-1640”.
A visita será gratuita e terá início às 10 horas, com uma apresentação inicial na Igreja das Chagas, junto ao Paço Ducal.

Para marcação e demais informações p.f. contacte:
telefone 268 980 659 ou email - palacio.vilavicosa@mail.telepac.pt".

sexta-feira, outubro 17, 2008

ouvi dizer...













...e não resisti...


A imagem agora reproduzida foi retirada do artigo publicado na edição online do jornal Público de 7/X/2008

emoção e sentimento

«Os sentimentos, juntamente com as emoções que os originam, não são um luxo. Servem de guias internos e ajudam-nos a comunicar aos outros os sinais que também os podem guiar. E os sentimentos não são nem intangíveis nem ilusórios. Ao contrário da opinião científica tradicional, são precisamente tão cognitivos como qualquer outra percepção. São o resultado de uma curiosa organização fisiológica que transformou o cérebro no público cativo das actividades teatrais do corpo.

Os sentimentos permitem-nos entrever o organismo em plena agitação biológica, vislumbrar alguns mecanismos da própria vida no desempenho das suas tarefas. Se não fora a possibilidade de sentir os estados do corpo, que estão inerentemente destinados a serem dolorosos ou aprazíveis, não haveria sofrimento ou felicidade, desejo ou misericórdia, tragédia ou glória na condição humana.»

António Damásio, O Erro de Descartes, emoção, razão e cérebro humano, Lisboa, Publ. Europa-América, 1995, p. 17

Certo é que as emoções adultas experimentam-se, e ocasionam importantes alterações corporais. As alterações principais desencadeadas verificam-se, para Damásio (facto facilmente corroborável pela experiência de vida), ao nível do funcionamento visceral (coração, intestinhos, pulmões e pele), muscular e esquelético e ainda no funcionamento das glândulas endócrinas.

Na emoção…

«O cérebro liberta moduladores pépticos para a corrente sanguínea. O sistema imunológico também se altera rapidamente. O ritmo de actividade dos músculos lisos nas paredes das artérias pode aumentar e originar a contracção e o estreitamento dos vãos sanguíneos (o resultado é a palidez); ou diminuir, caso em que os músculos lisos relaxam e os vasos sanguíneos se dilatam (o resultado é o rubor). De um modo geral, o conjunto de alterações estabelece um perfil de desvios relativamente a uma gama de estados médios que correspondem ao equilíbrio funcional, ou homeostase, de acordo com o qual a economia do organismo funciona provavelmente no seu nível óptimo, dispendendo menos energia e procedendo a ajustamentos mais simples e rápidos.» (Damásio, 1995: 150)

O sentimento de emoção…
«À medida que as alterações [provocadas pela emoção] no seu corpo vão tendo lugar, fica a saber da sua existência e pode acompanhar continuamente a sua evolução. Apercebe-se de mudanças no seu estado corporal e segue o seu desenrolar durante segundos ou minutos. Este processo de acompanhamento contínuo, esta experiência do que o corpo está a fazer enquanto pensamentos sobre conteúdos específicos continuam a desenrolar-se, é a essência daquilo a que chamo um sentimento. Se uma emoção é um conjunto das alterações no estado do corpo associadas a certas imagens mentais que activaram um sistema cerebral específico, a essência do sentir de uma emoção é a experiência dessas alterações em justaposição com as imagens mentais que iniciaram o ciclo. Por outras palavras, um sentimento depende da justaposição de uma imagem do corpo propriamente dito com ma imagem de alguma outra coisa, tal como a imagem visual de um rosto ou a imagem auditiva de uma melodia. O substrato de um sentimento completa-se com as alterações nos processos cognitivos que são induzidos em simultâneo por substâncias neuroquímicas (por exemplo, pelos neurotransmissores numa série de pontos neurais, em resultado da activação dos núcleos neurotransmissores que faziam parte da resposta emocional inicial).» (Damásio, 1995: 159).

quinta-feira, outubro 16, 2008

words

Silence is sexy
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So silence

Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So sexy
Silence is not sexy at all

L'amusement
Solitude
Die ungesellige Liebe, die fixe Idee, l'idée fixe
Nur ich & ich & ich & Tinitus
Wenn die Musik endlich aufhört
Ganz von selbst

Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
As sexy as death

Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So sexy
Just your silence is not sexy at all
Just your silence is not sexy at all
Your silence is not sexy at all
________________

_________________________Einstürzende Neubauten........

terça-feira, outubro 07, 2008

cause ...



Ende Neu, 1996
___________________________________________________________________________
Ende Neu

Was Ist Ist
Zwei Dinge sind unendlich:
Die Dummheit und das All
Kein . . . . . . , nur . . überall
Mehr . . . . . . und . . . zu hauf
Nur die Liebe und das Wetter hören nimmer, nimmer auf

Wir fordern etwas Abwechslung in uns'rer Umlaufbahn
endgültige Befreiung von Newton's Schwerkraftwahn
keine Gravitätlichkeiten, Fliegen fällt sonst schwer
Schluss mit Kontinentendrift,
Pangea wieder her

Was ist ist
Was nicht ist ist möglich
Nur was nicht ist ist möglich

Wir fordern mehr . . . mit unser'm . . Charme
Mehr . . und . . . , Birnen, Marzipan
Wir wollen noch mehr . . , Substanzen illegal
Kein Montagsresteessen, 5-Sterne minimal

A firstclass - bonusticket from . . to Berlin
eine Kiste mit Champagner, Biowodka, Biogin
ein Weltgebäude ohne Wände, soviel Platz muss sein
einen Morgen ohne Kater, ohne Reue,
nicht allein

Was ist ist
Was nicht ist ist möglich
Nur was nicht ist ist möglich


Wir schreiben schwarze Zahlen ins utopische Kalkül
Wir fordern Fingerspitzen und das passende Gefühl
Tagsüber auch die Sterne, mehr Sterne überhaupt
Und heute schon die Gestrigen zum Untertagebau

Wir fordern Sonnenuntergang für das Abendland
Tanzvermögen, unerschöpflich, die Nacht danach ist lang
ohne . . . . . .und jenseits von Kritik
einen völlig leeren Himmel,
angereichert mit Musik

Was ist ist
Was nicht ist ist möglich
Nur was nicht ist ist möglich

Wir wollen züngeln, zündeln, wandeln , tänzeln auf dem Grat
bulemische Verschlankung für den ganzen Staat
und . . . . . . . keinen Kopfsalat
Gefängnis für Hans Mustermann wegen Fälschung und Verrat

Wir fordern auch die Buchstaben zurück ins Alphabeth
Damit Unsereins im Babylon -Gestammel sich versteht
Wir fordern . . . . und . . . . .
Die Musik muss endlich richtig laut damit uns jemand glaubt

Was ist ist
Was nicht ist ist möglich
Nur was nicht ist ist möglich
_____________________________________________________________((((())))))
What Is Is
Two things are endless:
ignorance and space
None . . . . . ., just . . everywhere
More . . . . . . and . . . abound
Just love and the weather never,
never end

We demand some change in our
orbit
absolute liberation from Newton's gravitational mania
no gravitational bodily harm, or else flying’s a heavy task
Put an end to continental drift,
bring back Pangaea

What is is
What is not is possible
Just what is not is possible

We demand more… with our… charm
More… and…, pears, marzipan
We want even more…, substances illegal
No monday leftovers, five-star minimum

A first-class bonus ticket from… to Berlin
A crate of champagne, eco-vodka, eco-gin
A world house without walls, there must be enough space
A morning without hangover, no regrets, not alone

What is is
What is not is possible
Just what is not is possible

We pencil black figures into our utopian calculation
We demand a deft hand and the appropriate touch
In the daytime stars as well, more stars in general
And today yesterday’s men for underground work

We demand a sundown for the Occident
Dance capacity, inexhaustible, the night after finds no end
without… and beyond critique
a completely empty sky,
enriched with music

What is is
What is not is possible
Just what is not is possible

We want to nibble, kindle, amble, gambol all along the edge
bulimic diet for the whole governing body
and… no lettuce heads
prison for John Everyman for forgery and treason

We demand letters are put back in the
alphabet
so the likes of me can think amid the Babylonian babble
we demand… and…
play the music really loud at last, so someone can believe us

What is is
What is not is possible
Just what is not is possible

yeah, yeah....

Trentemøller: Moan

quinta-feira, outubro 02, 2008

como a vida é feita de pequenas coisas, não estamos realmente preparados, enquanto seres de vida, para as coisas grandes. o desequilíbrio assim gerado pela natural incompetência para uma percepção mais capaz da dimensão das coisas impõem-nos as coordenadas estabelecidas na fraqueza, facto que resultará na mais óbvia aniquilação do homem enquanto ser de vida.