terça-feira, julho 24, 2007

para re-ouvir tantas vezes


Young Marble Giants, Colossal Youth, domino

... Lembro-me tanto de estar algures num verão tão quente como não há,
durante os primeiríssimos anos da década de oitenta, que era a minha
... e eu era então pequenina e girava com tantos discos emprestados que gravava para mim, e os fui guardando.
... até ontem que reouvi estes sons e esta voz que me tão bem lembro
e fiquei presa ao tempo;
o tempo dos longos anos oitenta que também são meus...
colossal youth,
no tempo em que tudo sentia sem tempo, porque era meu, e porque então era
colossal,
como eu julgava ser a minha juventude...

segunda-feira, julho 16, 2007

... a sala de aula vazia...

Porque as tarefas foram cumpridas…

Os exames da primeira época foram feitos e as notas foram lançadas e veio o Verão, cheirando a pausas, ou ao tempo em que a preguiça faz sentido (li isto ontem no Público, mas não me recordo da fonte e o jornal foi já reciclado…). Chegamos enfim ao tempo das suspensões, que também é de reflexões, porque o ano não acabou na verdadeira acepção, estimando-se ainda em mais dois exames antes do termo, para os que ainda não acabaram.

Desta experiência com os alunos, no Blog, ficou uma sensação algo estranha, porque de facto, este não é o lugar mais acenado para outras indicações, porque este espaço apela a outros sentidos, para além dos nossos sentidos e das nossas relações de aluno e professor.

Este não foi um lugar de diálogos, mas de monólogos entrecruzados com as suas pausas para lazeres e outros imaginários, sempre à luz do que entendi como um espaço de trocas. No ano lectivo que se seguirá partindo de Setembro, deixo de indicar o Socialarte como um sítio que pode consultar-se, porque o formato deste local, a manter-se, alterar-se-á. As ligações do Socialarte com a Universidade Aberta terminarão em breve, e este caminho far-se-á mais solitário e mais ameno, se entender dar-lhe continuidade.

[A experiência aqui vivida transfere-se para outro sítio, no Moodle, em página apropriada para os efeitos e, também por isso, parece que estou a tornar esta entrada como uma elegia à já defunta (embora ainda não me sinta assim moribunda)].

Encerro as portas também para me pensar, e para pensar no arranque do ano lectivo que vem, cheio de novidades e de coisas novas para serem lidas e, antes disso, ainda as devo escrever… Resolverei as três unidades curriculares do 1.º Ciclo na certa medida de Bolonha, espero, se a imaginação e o saber mo permitirem e se a saúde me arranjar espaço, no tempo que ainda tenho, para as resolver com dignidade. Imaginarei ainda duas unidades para o Mestrado em Estudos do Património, que me trará efeitos de luz, certamente. Este é um caminho duro mas muito aliciante… E porque assim é, o socialarte mudar-se-á, por certo, noutra coisa qualquer ou noutro encontro fortuito que os acasos gostam de construir.

No canto da minha sala de aula vazia tento reencontrar-me.
E se me encontrar, na ânsia de encher outra sala, com outras coisas, far-me-ei anunciar…

Obrigada aos que me leram, e aos que me foram dando incentivos para continuar, e boas férias, para quem as pode gozar. Estou nos sítios do costume, para quem quiser continuar a comunicar, porque da fala e da escrita e das trocas não me saciarei … jamais!

Duas palavras de quase fim



Willy Ronis
Avenue Simon Bolivar, 1950
(Gelatin Silver Print)

sexta-feira, julho 06, 2007

Music and words



Laurie Anderson, O Superman, e já lhe perdi a data...